
Uma curiosidade da época de produção foi que as duas estátuas (do homenageado e a representação da República) seriam originalmente fundidas na Alemanha em 1914, mas a peça feminina ficou retida no Porto de Santos, sendo que a estátua do Barão retornou pronta para o Brasil em fevereiro de 1915. Com o advento da Primeira Guerra Mundial, ficou inviável a ida da República para solo alemão, sendo esta finalmente fundida em bronze na própria oficina de João Vicente Friederichs (ALVES, 2004; DOBERSTEIN, 2002).
A obra foi inaugurada em 7 de setembro de 1916 em uma área privilegiada na frente da sede dos Correios e Telégrafos contando com uma grande cerimônia militar tendo Vieira Pires como orador oficial. Nos anos de 1924 e 1929 delegações do Uruguai fixaram placas comemorativas no pedestal da obra (ALVES, 2004).
O conjunto escultórico apresenta o Barão segurando os óculos em uma mão e na outra documentos que, segundo Alves (2004), representam os tratados que o estadista assinou em nome do Brasil. A estátua feminina é uma alegoria da República pois porta uma grande bandeira brasileira e oferece uma coroa de louros (peça já roubada) para o homenageado em gesto de gratidão (ALVES, 2004). Também se destacam os quatro painéis que cobrem as laterais do pedestal.
ALVES, José Francisco. A Escultura Pública de Porto Alegre: História, Contexto e Significado. Porto Alegre: Artfolio, 2004.
DOBERSTEIN, Arnoldo Walter. Estatuários, catolicismo e gauchismo. Porto Alegre: EdiPUCRS, 2002.
Nenhum comentário:
Postar um comentário