segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ArquivoPOA: 3 anos

Em 2011 eu havia esquecido, mas nâo vou deixar passar batido desta vez. Há 3 anos atrás eu iniciava o blog ArquivoPOA. Diferentemente de épocas passadas, não apresento um post comemorativo propondo mudanças ou adições de conteúdos diferenciados, mas venho apenas agradecer os acessos e comentários deixados nesta humilde página. A falta de uma atualização constante me deixa decepcionado por ainda não possuir um acervo fotográfico e bibliográfico para alimentar o blog mais vezes ao mês. Mas também gosto de pensá-lo como um livro onde capítulos são adicionados lentamente de tempos em tempos...

E que venham os próximos!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Descaracterização


O prédio acima está localizado na Rua Jacinto Gomes e passa por um processo de “modernização”. O possível “puxadinho” vai descaracterizar totalmente a harmonia da obra original, desfazendo o pensamento da época em que a obra foi concebida. A questão do reaproveitamento de edifícios antigos é uma tônica na área do patrimônio cultural, deve-se apontar que em muitos casos existem “atualizações” da estrutura, como a inclusão de elevadores (Memorial do RS), teto (Mercado Público), rampa de acesso e até mesmo áreas fechadas (Chalé da Praça XV). Só que tais intervenções são executadas sem que exista a agressão no material antigo, em sua maioria são estruturas feitas em ferro que ficam fixadas independentes do prédio. Tudo isto mostra como a obra fotografada entra na tendência atual de descaso contra imóveis que possuem interesse cultural, pois seu destino se não é a demolição, acaba sendo a descaracterização.  

* O assunto de atualização de prédios antigos ainda vai render posts futuros, só não faço isto agora por não ter material fotográfico.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dica: S.O.S. Monumentos



Título: S.O.S. Monumentos: causas e soluções
Autor: Alice Prati
Editora: Imprensa Livre
Ano: 2011
Páginas: 320

Alice Prati é a idealizadora do projeto S.O.S. Monumentos que tem como meta a higienização de monumentos em Porto Alegre. Após anos desenvolvendo trabalho técnico com a sua equipe, ela cria um livro onde conta tudo que vivenciou.

O relato é permeado por uma extensa análise sobre os problemas de encarrar a tarefa de higienizar diversos monumentos emblemáticos (como o do Expedicionário). A explanação técnica também é de grande valia onde a autora demonstra a reação de diversos químicos nos minerais que integram as peças de uma obra. 

O livro por si só tem todo o tom de transcrição da vivência da autora com a sua equipe. Só que em alguns trechos ele fica repetitivo, talvez uma revisão mais profunda pudesse melhorar o aspecto de fluidez. Não concordei com algumas teorias sobre o problema social que é a depredação e pichação de monumentos, mas isto vai da reflexão de cada leitor. Só acho que a autora acaba exagerando em elogios para determinadas entidades e pessoas públicas. Mas no fim vale pelo registro e descrição técnica de tal empreitada;.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Fim do Minizoo e o Vazio


Ontem Porto Alegre assistiu a retirada do Minizoo Palmira Gobbi Dias. A atração existia desde 1925 tornando-se um notório ponto de referência e visitação dentro do Parque Farroupilha. Tenho na lembrança de uma rápida visita no local ocorrida este ano onde presenciei um esperto macaquinho usar um graveto para pegar uma pipoca que estava ao lado de sua gaiola. Certamente os animais que habitavam o local estão no imaginário dos moradores da capital.
Podemos tranquilamente pensar o Minizoo como um patrimônio histórico da cidade pela sua ligação afetiva com a população. A decisão sobre a retirada dos animais foi firmada pelas autoridades durante o ano de 2011, mas a execução da tarefa ocorreu apenas agora em dezembro. Deve-se ressaltar a falta de debate com a população sobre tal mudança. A explicação de que a poluição sonora estressava os animais foi alegada pelos órgãos competentes. Existem ainda comentários de que o local estaria dentro de planos de uma duplicação da avenida que costeia o parque. Somente o tempo mostrará as verdadeiras motivações, enquanto isto a Redenção fica um pouco mais triste.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Os Primeiros Prédios do Campus Centro

A UFRGS mantém em seu Campus Centro o conjunto dos primeiros prédios universitários de Porto Alegre, tendo a SPH como uma secretaria específica para preservar e restaurar tamanho patrimônio. Abaixo uma sequência de fotografias antigas deles:

Atual Rádio da Universidade

Antigo Instituto de Química Industrial

Instituto Parobé

Escola de Engenharia (velha)

Instituto Eletrotécnico

Faculdade de Direito

Faculdade de Direito e antigo Colégio Júlio de Castilhos (destruído)

Antigo Curtumes e Tanantes (Museu Universitário)

Conjunto do Castelinho, Observatório Astronômico e Chateau

E para finalizar: antigo Instituto Pinheiro Machado. Local subordinado à Escola de Engenharia de Porto Alegre, onde existiam cursos voltados para moças e mulheres da sociedade (extremamente machista). O prédio foi demolido há décadas para dar lugar ao atual prédio da Escola de Engenharia da UFRGS.
Fotos retiradas do Acervo SPH.

domingo, 15 de maio de 2011

O Motivo do Dilúvio


O Dilúvio é o maior riacho que corta a cidade de Porto Alegre. Por essa razão acaba transcorrendo grandes trechos urbanos. Suas águas, em décadas passadas, transbordavam com uma certa frequência, fazendo com que inundassem diversos bairros que estavam alocados em sua extensão. Por causa desta problemática que o nome pegou: Dilúvio. Tal fato só foi solucionado com a urbanização de toda a área da Avenida Ipiranga, conforme o passar dos tempos, canalizando suas correntes e transformado seus afluentes em esgotos.


Referência:


OLIVEIRA, Lizete Dias de. Porto Alegre e seus reflexos: a cidade imaginada e a cidade oficial. In: Em questão: revista da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação, Porto Alegre, v. 16, número especial, 2010. Disponível em: <http://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/16509> . Acesso em: 15 maio 2011.

sábado, 14 de maio de 2011

Monumento a Chopin

*Última obra situada na “ala dos compositores” do Parque Farroupilha.

A obra em homenagem ao sesquicentenário do compositor polonês foi criada com o Auditório Araújo Viana já situado no Parque Farroupilha. Inaugurado em 15 de novembro de 1963, o monumento idealizado por Fernando Corona tem a sorte de ainda possuir texto sobre a dedicatória (já que este não foi feito em moldes de bronze).



ALVES, José Francisco. A Escultura Pública de Porto Alegre: História, Contexto e Significado. Porto Alegre: Artfolio, 2004.