sábado, 10 de abril de 2010
O Mercúrio da Saudação
terça-feira, 6 de abril de 2010
Os Sobreviventes do Incêndio no Julinho
Dando uma pequena continuidade ao post sobre o aniversário do Colégio Júlio de Castilhos, vamos postar imagens dos "sobreviventes" de um incêndio ocorrido no antigo prédio da instituição. Tais personagens são dois grifos e um busto de Júlio de Castilhos. Deve-se atentar ao detalhe da figura do político que trás dois livros enrolados, em um menção ao conhecimento. O conjunto encontra-se no saguão da escola.
*Infelizmente ficamos devendo uma fotografia das três estátuas juntas, lembrando que os dois grifos são iguais.


terça-feira, 30 de março de 2010
DetalhesPOA: Brasão do Rosário

Brasão na parte superior do Colégio Rosário na Avenida Independência. Abaixo aparece a inscrição: AD VERUM DVCI
sexta-feira, 26 de março de 2010
O Falso Bicentenário de Porto Alegre - Parte 2: A Coluna Brasileira
Rata-se de uma coluna feita de granito rosa porto-alegrense com um capitel jônico. Segundo José Francisco Alves citando Walter Spalding, essa obra tem o nome de Coluna Brasileira e o autor é desconhecido. Os únicos dados referidos são que: “desenho ser de Edla da Silva e conforme idealização de professor Tupi Caldas, sendo os trabalhos de cantaria realizados nas oficinas Vitor Depperman” (ALVES, 2004: 171). Existia uma placa com um baixo relevo onde havia um mapa desenhado com a sesmaria de Jerônimo de Ornelas. Essa parte já foi roubada há muitos anos.
A obra encontra-se praticamente perdida no meio da Redenção. Fica escondida no meio de diversas árvores perto a Avenida João Pessoa (altura dos pedalinhos). Estando assim totalmente esquecida da memória da população e depredada. O local é muito hermo e ponto de encontro de usuários de drogas, mendigos e deliquentes. E obviamente virou apenas uma coluna perdida, sem nenhum tipo de significado (já que não existe mais a placa comemorativa).
A Coluna é um monumento que tem um valor histórico magnífico, tendo em vista que, é resultado de uma visão equivocada da antiga história da cidade. Seria muito interessante a remoção dela para um lugar onde possa ser valorizada. Teoricamente ela foi inaugurada em 1940, porém, não é um dado confirmado.
terça-feira, 23 de março de 2010
O Julinho e Sua História
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Sua sede original era em um porão de um do Instituto de Engenharia de Eletro-Técnica. Nessa época tinha tinha a nomenclatura de Ginásio do Rio Grande do Sul. Somente 1908 ele recebeu o nome de Julio de Castilhos. Após alguns anos teve seu devido prédio sediado no local onde fica a atual faculdade de economia da UFRGS. Era um dos mais luxuosos edifícios da capital, construído entre 1909 e 1911. Seu projeto foi elaborado por Manoel Itaqui. Possuía em sua fachada duas gigantescas estátuas representando as ciências e as artes. Tal glamour era atribuído ao fato de que seus estudantes eram da elite da cidade.
Em 16 de novembro de 1951 os alunos depararam-se com o prédio em chamas. Não foi achada a causa real de tal sinistro na época, sendo até hoje formulada a teoria de "sabotagem". Sobraram dessa feita apenas as estátuas da fachada (que foram perdidas ou destruídas de maneira até hoje desconhecidas) e um conjunto formado por um busto de Julio de Castilhos com dois grifos (eles são mantidos até hoje no saguão do atual colégio).
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No final da década de 50, após vários anos em lugares improvisados, o colégio ganha uma nova sede em um monumental prédio de estilo moderno. Até hoje é considerado um dos maiores colégios com área construída do Rio Grande do Sul. Até os anos 70 havia uma grande demanda de alunos (cujo ingresso se dava por uma espécie de vestibular). Entre diversos fatos importantes deve-se destacar o surgimento do movimento tradicionalista gaúcho dentro da escola.
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O Julinho mantinha uma tecnologia de ponta de ensino, com laboratórios, auditório e até mesmo um sistema de aulas por vídeo conferência. A sua estrutura de dois prédios interligados era inteiramente usada em todos os turnos de aulas. Com o passar do tempo o governo estadual achou que era desnecessário concentrar tanto investimento em um único estabelecimento de ensino. Sendo assim, nos anos 80 o colégio começou com um sucateamento sem fim. Dando a minha opinião de ex-aluno, afirmo que nem metade da infrestutura é utilizada atualmente. Uma grande pena, o prédio oferece diversas possibilidades que não são exploradas. Tirando esses pontos negativos, devemos exaltar uma instituição mais que centenária.
Fontes:
ALVES, José Francisco. A Escultura Pública de Porto Alegre – História, Contexto e Significado. Porto Alegre: Artfolio, 2004.
Zero Hora do dia 23/03/2010
Imagens:
Dos antigos prédios: www.lume.ufrgs.br
Colégio atual: http://www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq041/041_00_04.jpg
domingo, 21 de março de 2010
Os Nomes Que Porto Alegre Já Teve
1730 - Porto do Viamão*
1740 - Porto do Dorneles*
1752 - Porto dos Casais
1772 - Porto de São Francisco dos Casais
1773 - Freguesia de Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre
1809 - Vila de Nossa Senhora Madre de Deus Porto Alegre
1822 - Cidade de Porto Alegre
1841 - Leal e Valorosa Cidade de Porto Alegre
*As datas de 1730 e 1740 são aproximadas.
Fonte: História Ilustrada do Rio Grande do Sul, Já Editores, Porto Alegre: 1998
quinta-feira, 18 de março de 2010
A Primeira Estátua de Porto Alegre
Recentemente foi abordado aqui no blog a questão do primeiro monumento da cidade. Era a fonte Guaíba e Afluentes. Como explicado, ela foi a primeira na cidade a receber uma menção de homenagem, criada no ano de 1866. Teve suas peças importadas da Itália de um catálogo, sendo que, a única parte que mostrava a singularidade eram os nomes nas bases de cada figura. E não devemos esquecer que ela era um chafariz. Sendo assim, vamos abordar a primeira estátua inteiramente criada e colocada na capital (com a sua modelação feita na cidade). Trata-se do monumento ao Conde de Porto Alegre.
O homenageado chamava-se Manuel Marques de Souza III. Foi combatente em diversas batalhas (Passo do Rosário em 20 Fev 1827, ao final da Guerra da Cisplatina, 1825/28; na Revolução Farroupilha, 1835/45; na Guerra contra Oribe e Rosas, 1851/52). Era um tenente-general que foi de vital importância para a retomada de Porto Alegre das mãos dos Farroupilhas. Sendo assim, a cidade sempre se viu obrigada a homenageá-lo.
A estátua do Conde foi encomendada em 1878, sendo o seu projeto original vencido pelas firmas Pittanti & Cia e José Obino Sucessor. Tal projeto previa um pedestal de
A estátua foi inaugurada no dia 1º de fevereiro de 1885 dentro da atual Praça da Matriz (com direito da presença da Princesa Isabel na solenidade). Esse monumento não tinha a semelhança do projeto original (que possuía um conceito muito mais monumental). A versão definitiva teria sido de autoria de Adriano Pittanti e Carlos Fossati.
Durante alguns anos a estátua ficou na Praça da Matriz, porém, em 1912 ela foi transferida para a antiga Praça do Portão (atual Praça Conde de Porto Alegre). A mudança de local foi motivada pelo auge do governo positivista, visto que, era contraditória a permanência de monumento de um membro da monarquia perto do palácio do governo.
A estátua continua até hoje na referida praça. Há anos está com a espada quebrada, pichada e com problemas de umidade causadas pelas árvores do local. A primeira estátua criada
Fontes:
ALVES, José Francisco. A Escultura Pública de Porto Alegre – História, Contexto e Significado. Porto Alegre: Artfolio, 2004.
BICENTENÁRIO DO CONDE DE PORTO ALEGRE <http://74.125.93.132/search?q=cache:CzM1xXLmKwgJ:www.ihtrgs.org/informativo/23.doc+Bicenten%C3%A1rio+do+Conde+de+Porto+Alegre&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br> Acessado em 17/03/2010
Conde de Porto Alegre <http://www.paginadogaucho.com.br/pers/n-conde-pa.htm> Acessado em 17/03/2010
Imagem do Conde: http://farm2.static.flickr.com/1325/1148127904_596fcdd2f1.jpg de Virgílio Calegari. Acessado em 18/03/2010



