terça-feira, 16 de outubro de 2012

Antigo Teatro da OSPA


Hoje estava lendo no site da Zero Hora a notícia de que o antigo Teatro da OSPA será demolido para dar lugar a empreendimentos comerciais. Para quem quiser saber mais: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/10/projeto-preve-implosao-do-antigo-predio-da-OSPA-3919501.html
Desde 2008 sem a referida orquestra sinfônica, o local acabou sucumbindo e perdendo até mesmo suas lojas no andar térreo. Conforme matéria publicada no seguinte post: http://www.eusoufamecos.net/editorialj/requiem-para-o-teatro-da-OSPA/, o prédio que abrigou o teatro sofreu diversos problemas durante sua construção.
Planejado inicialmente para possuir 15 andares, a edificação sofreu problemas legais com relação a quantidade de vagas de garagem disponíveis. Este fato determinou que a obra ficasse estagnada e inacabada do sétimo andar para cima. O que sempre se viu pela paisagem de quem passa pela Avenida Independência é uma estrutura com esqueleto arquitetônico exposto desde sempre.
Mesmo possuindo uma estrutura inacabada o teatro funcionou durante décadas sendo este fundado em outubro de 1963. Inicialmente recebeu a alcunha de Teatro Leopoldina e em 1984 foi nomeado como Teatro da OSPA.
O local foi um verdadeiro centro de vivência da sociedade porto alegrense principalmente na década de 1970. Entretanto durante o final da década de 1990 e o início de 2000, o teatro sofreu inúmeros problemas estruturais culminando com o seu fechamento em 2008.





Update: 25/10/2012: Fiz fotos para colocar no post. Tendo em vista que hoje faleceu o comunicador Tatata Pimentel, achei oportuno publicar a entrevista que ele havia concedido para a Rádio Gaúcha no último dia 16/10/2012. Nesta matéria ele comenta com Tânia Carvalho o fim do icônico prédio da OSPA. 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ney Moura e o busto de Júlio de Castilhos


O incêndio no Colégio Júlio de Castilhos já havia sido citado no blog em tempos passados. Eu estava revirando alguns emails não lidos da minha caixa pessoal e achei um intitulado “Texto busto Júlio de Castilhos”. Abri as duas imagens em anexo que estavam dentro da mensagem e vi que se tratavam de páginas de um livro desconhecido que haviam sido digitalizadas.
Eu não lembro como cheguei a encontrar este material (acho que foi no SPH/UFRGS) e muito menos sei dizer de qual livro ele foi originado. Ao menos o autor é mencionado: Franklin Marcantonio da Cunha. Pensando um pouco, imaginei tratar-se de algum livro de homenagens que já haviam sido feitos sobre o colégio. Lembro que quando estudava lá, fomos “obrigados” a estudar a história da instituição, onde existiam cerca de 3 ou 4 livros publicados e devidamente presentes dentro da biblioteca.
Mas voltando ao material digitalizado. A história lá retratar é interessante: trata-se do salvamento do busto do antigo governador do Estado pelas mãos do aluno Ney Moura, fato saudado com o canto dos alunos do Hino Nacional. Segue abaixo alguns trechos da história:


domingo, 25 de março de 2012

Monumento da Discórdia



Na ponta do Parque Moinhos de Vento existe uma escultura gigantesca em homenagem ao ex-presidente Castello Branco. A obra encomendada por grupos empresariais da cidade, foi oferecida para artistas reconhecidos da década de 70, tais como Xico Stockinger, Vasco Prado e Carlos Trenius, sendo executada por este último e inaugurada em 1979.


A obra, que já é polêmica por homenagear um presidente militar, virou também motivo de críticas pelo seu monumentalismo exacerbado. Quem caminha pelo parque nunca consegue ver o trabalho por inteiro, pois árvores impedem a visão e o local apresenta prédios em todo o entorno. O problema foi iniciado já que o projeto foi encomendado sem um local específico para a sua colocação. Foram cogitados a parte da Redenção em frente ao Colégio Militar (nada mais propício, diga-se de passagem) e o Parque Marinha do Brasil. Ao final o monumento recebeu um espaço no recém criado Parcão.


José Francisco Alves cita em seu livro o incomodo que o monumento causava (e ainda causa) nos transeuntes, por fatos como tamanho desproporcional, a carga pesada das figuras “sem emoção” (segundo Armindo Trevisan) e a homenagem ao polêmico personagem. Até penso que o local no final das contas ficou de acordo, tendo em vista que o Moinhos de Vento tem a sua população calcada em famílias do ramo empresarial, mas uma homenagem dessas causa inquietações por causa da época negra marcada pela Ditadura.




ALVES, José Francisco. A Escultura Pública de Porto Alegre: História, Contexto e Significado. Porto Alegre: Artfolio, 2004.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ArquivoPOA: 3 anos

Em 2011 eu havia esquecido, mas nâo vou deixar passar batido desta vez. Há 3 anos atrás eu iniciava o blog ArquivoPOA. Diferentemente de épocas passadas, não apresento um post comemorativo propondo mudanças ou adições de conteúdos diferenciados, mas venho apenas agradecer os acessos e comentários deixados nesta humilde página. A falta de uma atualização constante me deixa decepcionado por ainda não possuir um acervo fotográfico e bibliográfico para alimentar o blog mais vezes ao mês. Mas também gosto de pensá-lo como um livro onde capítulos são adicionados lentamente de tempos em tempos...

E que venham os próximos!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Descaracterização


O prédio acima está localizado na Rua Jacinto Gomes e passa por um processo de “modernização”. O possível “puxadinho” vai descaracterizar totalmente a harmonia da obra original, desfazendo o pensamento da época em que a obra foi concebida. A questão do reaproveitamento de edifícios antigos é uma tônica na área do patrimônio cultural, deve-se apontar que em muitos casos existem “atualizações” da estrutura, como a inclusão de elevadores (Memorial do RS), teto (Mercado Público), rampa de acesso e até mesmo áreas fechadas (Chalé da Praça XV). Só que tais intervenções são executadas sem que exista a agressão no material antigo, em sua maioria são estruturas feitas em ferro que ficam fixadas independentes do prédio. Tudo isto mostra como a obra fotografada entra na tendência atual de descaso contra imóveis que possuem interesse cultural, pois seu destino se não é a demolição, acaba sendo a descaracterização.  

* O assunto de atualização de prédios antigos ainda vai render posts futuros, só não faço isto agora por não ter material fotográfico.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Dica: S.O.S. Monumentos



Título: S.O.S. Monumentos: causas e soluções
Autor: Alice Prati
Editora: Imprensa Livre
Ano: 2011
Páginas: 320

Alice Prati é a idealizadora do projeto S.O.S. Monumentos que tem como meta a higienização de monumentos em Porto Alegre. Após anos desenvolvendo trabalho técnico com a sua equipe, ela cria um livro onde conta tudo que vivenciou.

O relato é permeado por uma extensa análise sobre os problemas de encarrar a tarefa de higienizar diversos monumentos emblemáticos (como o do Expedicionário). A explanação técnica também é de grande valia onde a autora demonstra a reação de diversos químicos nos minerais que integram as peças de uma obra. 

O livro por si só tem todo o tom de transcrição da vivência da autora com a sua equipe. Só que em alguns trechos ele fica repetitivo, talvez uma revisão mais profunda pudesse melhorar o aspecto de fluidez. Não concordei com algumas teorias sobre o problema social que é a depredação e pichação de monumentos, mas isto vai da reflexão de cada leitor. Só acho que a autora acaba exagerando em elogios para determinadas entidades e pessoas públicas. Mas no fim vale pelo registro e descrição técnica de tal empreitada;.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O Fim do Minizoo e o Vazio


Ontem Porto Alegre assistiu a retirada do Minizoo Palmira Gobbi Dias. A atração existia desde 1925 tornando-se um notório ponto de referência e visitação dentro do Parque Farroupilha. Tenho na lembrança de uma rápida visita no local ocorrida este ano onde presenciei um esperto macaquinho usar um graveto para pegar uma pipoca que estava ao lado de sua gaiola. Certamente os animais que habitavam o local estão no imaginário dos moradores da capital.
Podemos tranquilamente pensar o Minizoo como um patrimônio histórico da cidade pela sua ligação afetiva com a população. A decisão sobre a retirada dos animais foi firmada pelas autoridades durante o ano de 2011, mas a execução da tarefa ocorreu apenas agora em dezembro. Deve-se ressaltar a falta de debate com a população sobre tal mudança. A explicação de que a poluição sonora estressava os animais foi alegada pelos órgãos competentes. Existem ainda comentários de que o local estaria dentro de planos de uma duplicação da avenida que costeia o parque. Somente o tempo mostrará as verdadeiras motivações, enquanto isto a Redenção fica um pouco mais triste.